Passeio Completo em Mandalay, Mianmar

Planejando uma viagem para Mandalay?  

Você encontra informações mais detalhadas nos meus dois posts anteriores: O que fazer em Mandalay e região e Roteiros de 1, 2 e 3 Dias em Mandalay.

Aqui está toda a legenda do vídeo 😉

Passeio Completo em Mandalay

Olá pessoal, eu sou o Péricles Rosa. E nesse vídeo eu vou mostrar como aproveitar o máximo os seus três dias em Mandalay.

Dia 1

Uma das melhores coisas para fazer é explorar a cidade de bicicleta. Mandalay é uma cidade plana e suas ruas são dispostos em ordem numérica; assim, é quase impossível se perder.
De bicicleta, você tem um senso melhor da cidade, e visita alguns dos pontos de interesse mais importantes de Mandalay.
O primeiro lugar que visitei, foi o Mahamuni Buddha Temple. Para entrar no templo, você tem que tirar os sapatos e cobrir seus joelhos, então eu tive que usar uma longyi, uma espécie de saia que é muito comum em Myanmar.
Este templo é um dos locais de peregrinação mais importantes do país.
A estátua de Buda, o mais sagrado em Myanmar, tem 3.8m de altura e pesa 6,5 toneladas. Em respeito ao Buda, os devotos do sexo masculino aplicam regularmente folhas de ouro na estátua.
Nesse complexo, também há seis grandes estátuas de bronze em estilo Khmer, que foram retiradas de Angkor Wat, no Camboja, e os moradores acreditam que elas têm qualidades curativas.
Depois de visitar o Templo Mahamuni, fui para o distrito dos artesão de pedra ao longo de Sagaing-Mandalay Road.
Foi fascinante ver os artesãos e artesãs usando ferramentas eléctricas para talhar e esculpir lindas e delicadas  estátuas de Buda, antes de fazer o polimento e pintá-las. E eles fazem tudo isso sem a ajuda de modelos ou fotos. Incrível !
Outra vantagem de explorara a cidade de bicicleta é descobrir coisas e lugares que você nunca imaginou. Quem iria imaginar há um Big Ben em Myanmar?! Esta torre é parte de Ma Soe Yein, o maior mosteiro em Mandalay.
De um mosteiro para outro, desta vez para o Shwenandaw Monastery, construído em 1878 a partir de madeira de teca no estilo birmanês tradicional.
Este foi o meu favorito ponto de interesse em Mandalay – o trabalho na madeira super elaborado e cheio de detalhes é encantador.
No final da tarde, o melhor lugar para estar na cidade é o Morro Mandalay. A vista é excelente e o pôr do sol é maravilhoso !! Visitar o Morro Mandalay vale totalmente à pena.
Para terminar esse primeiro dia, que foi um tanto quanto longo e cansativo, visitei Kyauk Tan Ayi,  um pagode que fica todo colorido e iluminado à noite, e tem uma das maiores estátuas de mármore de Buddha em todo o país.

Dia 2

No meu segundo dia, comecei pegando um mototáxi para Amarapura, um distrito localizado na periferia de Mandalay. La eu fui para o Mosteiro Mahagandhayon, para ver os monges na hora do almoço – milhares de monges, enfileirados, em túnicas borgonha, para receber as doações de comida é espectacular.
Para chegar a Sagaing, meu próximo destino, me disseram para pegar um ônibus, mas eu não estava preparado para o que aconteceu… Ir pendurado num caminhão cheio, foi super divertido, mesmo sendo um pouco desconfortável e perigoso.
Quando cheguei, visitei Kaunghmudan Pagoda, um grande templo na periferia da cidade, e depois peguei uma carona para Sagaing Hill.
Minha primeira parada foi o pagode U Min Thonze, também conhecido como Trinta Caves pagode, por causa das 30 entradas de cavernas. Este pagode é incrivelmente colorido.
Depois de uma rápida pausa para o almoço, visitei alguns outros pontos de interesse em Sagaing. A cidade é famosa por centenas de pagodes brancos, stupas douradas, e numerosos mosteiros que marcam sua paisagem montanhosa.
Minha última parada em Sagaing foi Soon U Ponya Shin Pagoda, onde pude admirar a vista, também ver um artista brilhantemente desenhar uma quadro usando apenas uma lâmina de barbear. antes pegar carona de volta para Mandalay.
De volta à Mandalay, fui a um workshop de folha de ouro. 12g de ouro maciço e papéis feito de bambu,  são colocados em camadas em uma caixa feita de couro de veado. Essa caixa é batida diversas vezes até que o ouro fique bem fino, e as folhas de ouro sejam formadas. Ouro tornou-se uma parte indispensável da cultura birmanesa e, não é à toa, que Myanmar é conhecida como a “Terra do ouro”.

Dia 3 

No meu último dia em Mandalay, peguei uma outra forma de transporte, desta vez um ferry, para Mingun, cerca de 11 km de distância.
A principal atração turística é Mingun Pahtodangyi, um monumental pagode inacabado. A construção começou em 1790 do que teria sido a maior stupa do mundo com 150 metros de altura, mas nunca foi concluída. E que sofreu mais danos nos anos seguintes – essas rachaduras enormes na fachada do templo foram causados por terremotos.
Não muito longe do pagode está o Sino de Mingun. Originalmente feito para ficar para pendurado no pagode inacabado. Ele pesa 90 toneladas e é o segundo maior sino do mundo.
Bem perto está Hsinbyome Pagoda, que é construído em um estilo muito diferente de todos os outros pagodes em Myanmar. Eu amei esse distinto e surpreendente pagode!
Hora de voltar para Mandalay e visitar um dos pontos de interesse mais famosos e historicamente importantes da cidade: Mandalay Palace. O palácio foi construído entre 1857 e 1859 pelo rei Mindon mas foi fortemente bombardeado e devastado durante a Segunda Guerra Mundial. Como resultado, está basicamente vazia por dentro, mas os pavilhões de madeira são extraordinários.
Muito perto do palácio está Sandamuni Paya, com suas 1774 stupas brancas que cercam um pagode dourado central. Em frente Sandamuni está o pagode Kuthodaw, construído em estilo muito semelhante, mas a diferença é que você pode andar nos corredores entre as stupas. Durante a minha visita, o pagode central estava em reforma.
Depois fui para Amarapura novamente, desta vez para assistir ao pôr do sol na ponte de U Bein, a maior ponte de madeira teca no mundo em 1,2 km. Esta ponte icónica é uma atração muito popular em Amarapura e fica muito lotada durante o pôr do sol.
Para terminar meus três dias em Mandalay, eu assisti o show mundialmente famoso dos “Irmãos Bigode”. Em cartaz por quase trinta anos, e combinam forte crítica satírica ao regime militar birmanês com danças clássicas de Mianmar.
Assisti o show do “Irmãos Bigode” é definitivamente uma forma memorável de finalizar sua viagem para Mandalay.

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